“Pensando bem em tudo o que a gente vê, vivencia, ouve e pensa, não existe uma pessoa certa para a gente. Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho! Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor… A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa. Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo… E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças a Deus deu tudo certo”. Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito para a gente…”
A gente chega numa fase da vida onde o objetivo é ser feliz. Ser feliz, não importa como.
A gente sabe o que faz bem. Nós sabemos que música nos agrada ou não. A gente sabe que comida prefere, ou a que lugar iremos no final de semana. No fundo a gente entende o que se passa, e sempre tenta melhorar pelas críticas. A gente se importa com a aparência, e dificilmente sai na rua de qualquer jeito. A gente se conforma com o acontecido e normalmente encontramos um conhecido, e quando encontramos, nossa, que vergonha. A gente gosta de almoço em família, todas aquelas tias linguarudas que não suportamos, mas não paramos de rir sequer um minuto. A gente é fã de coisas simples, de um arroz com feijão e prato cheio em restaurante. A gente chora, a gente ri, e consequentemente, vivemos, apesar das dores. A gente sabe o que nos agrada, e dificilmente optamos por aquela cor feia, a gente opta mesmo é pela que mais chama atenção. A gente agrada, e normalmente quebramos a cara, porque sempre decepcionamos alguém, intencionalmente ou não. A gente gosta de rock clássico e odeia essas músicas que definem um sexo selvagem da pior maneira possível. A gente gosta de dançar, e não importa o ritmo, o importa é seguir o embalo do povo e se divertir. No fundo a gente reconhece que somos tolos, e mais, reconhecemos que não importa o que a gente faça, a gente vai amar alguém. No fundo a gente odeia perder, e sempre choramos quando perdemos algo de importante. A gente reconhece que o outro foi bem, mas como seria se comigo tivesse acontecido o mesmo. No fundo a gente consegue sentar no chão e jogar um jogo com os amigos, mas a gente sempre se cansa mais cedo. A gente gosta de bagunça e música alta. A gente gosta de abraçar e dar beijos, quem não? No fundo a gente reconhece quem são os verdadeiros e quem são os falsos. Vidro não corta vidro, apenas diamante. No fundo a gente consegue enxergar a dor, e sempre nos importamos com os outros, ou não. A gente gosta de fazer o bem, mas sempre nos damos mal. A gente se cansa, a gente vence, a gente luta, a gente cresce. A gente consegue afastar pessoas e fazer novas amizades. A gente vai pra piscina e quase morre afogado com as brincadeiras tontas. A gente caí, a gente se machuca. No fundo conseguimos distinguir tudo, e sempre escolhemos o que nos agrada, não o que nós necessitamos. A gente trilha um objetivo, mas o caminho a percorrer, nem sempre é aquele que imaginamos. E sabe o que é bom disso? A gente vive, entre trancos e barrancos… Mas a gente aprende, que apesar de tudo, nós conseguimos dar um jeitinho.
Quero acreditar que há alguém que eu possa amar. Que só de segurar minhas mãos vai me mostrar que amar não é em vão.